Comunicado: Resgatar o Futuro, Não o Lucro marca nova manifestação para 17 de Outubro

Motivados pelo agravamento das crises sociais e aumento do desemprego, os movimentos sociais voltam a organizar uma mobilização conjunta para dia 17 de Outubro, exigindo serviços públicos universais que garantam condições de vida dignas para todas as pessoas.

Mais de 30 colectivos feministas, pela habitação, anti-racistas, pela justiça climática, contra a precariedade, entre outros, voltam a unir esforços para uma mobilização marcada para 17 de Outubro, previsivelmente em vários pontos do país, tal como sucedeu na primeira manifestação “Resgatar o Futuro, Não o Lucro”, a 6 de Junho. Os activistas apontam o contexto da pandemia de Covid19 como causa de agravamento de crises pré-existentes e ameaça aos direitos básicos, e reivindicam “um plano massivo de empregos públicos para salvar as pessoas e o clima”, planos e apoios reais para milhões de pessoas, em áreas base como a saúde, a educação, a alimentação, a energia, a água, a habitação e as discriminações.

A convocatória da manifestação alerta que a crise será utilizada como factor de divisão para enfraquecer os segmentos mais oprimidos da população e apela à rejeição do medo e da “miséria como inevitabilidade”, exigindo “políticas públicas que protejam, efectivamente, quem vive do seu trabalho”.

“Os inúmeros apoios estatais direccionados para as mesmas empresas que despedem milhares enquanto distribuem dividendos e para as indústrias que alimentam a crise climática, provam que os meios existem, mas são usados para retroalimentar os principais agentes das crises sociais em vez de serem canalizados para a melhoria de condições de vida das pessoas menos favorecidas – as mais pobres, as mais precárias, as mulheres, as pessoas racializadas, etc. – que mais uma vez são as primeiras a ver-se a braços com despejos, com despedimentos e layoffs, com um aumento brutal do trabalho de cuidados, com a exposição a riscos, para manter um sistema que se alicerça precisamente nestas injustiças”, afirma Andreia Ferreira, da organização. “Este protesto une transversalmente vários sectores da sociedade civil, porque a justiça social é a luta de todos nós”, termina.

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