Sapo24: Ativistas saem à rua neste sábado para “Resgatar o Futuro, Não o Lucro”

Cerca de quatro dezenas de associações e coletivos exigem “um plano massivo de empregos públicos para resgatar as pessoas e o clima”, como pode ser lido num comunicado a que o SAPO24 teve acesso. A plataforma “Resgatar o Futuro, Não o Lucro” convocou três protestos para este sábado, 17 de outubro: Lisboa, Guimarães e Porto.

“O que nós queremos é uma resposta para a situação de emergência que atravessamos”, disse um dos porta-vozes da plataforma, Manuel Araújo, em entrevista ao SAPO24. Explica ainda que esta emergência é social e económica, mas também climática: “houve uma queda inédita do PIB, várias pessoas ficaram desempregadas e não conseguem pagar as rendas de casa. Mas ao mesmo tempo continua a haver uma crise climática que torna-se cada vez mais intensa e prestes a tornar-se irreversível – por exemplo, só neste verão 4,7 milhões de pessoas foram afetadas por cheias no Bangladesh”.

A solução que a plataforma defende é que sejam aplicados planos e medidas de recuperação que tenham como prioridade “direitos e respostas às necessidades básicas e condições de habitabilidade do planeta” ao invés  da “maximização do lucro”.

No fim da manifestação irá haver alguns discursos sobre vários temas: sobre o orçamento de estado irá falar o membro do Climáximo (coletivo pela ação climática) João Reis; trabalho, precariedade social e empregos para o clima estará a cabo dos Precários Inflexíveis (associação de combate à precriedade); serviços públicos, que inclui os temas de habitação e feminismo, pelas vozes d’A Coletiva (coletivo feminista) e do Rés do Chão (associação pelo direito à habitação); também a Greve Climática Estudantil marca presença, com uma intervenção sobre a ação climática: estratégia 2030 e o Acordo de Glasgow; por fim, o SOS Racismo e o Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira de Lisboa irá falar sobre o racismo e a extrema direita.

Apesar de ser uma convocatória aberta, esperam contar com cerca de 50 pessoas em Guimarães, 150 no Porto e 350 em Lisboa.

Questionado sobre o porquê de não adiarem as concentrações face à situação de calamidade declarada na última quarta-feira, o porta-voz esclarece: “Há uma emergência absoluta atual e é uma coisa que não pode esperar para mais tarde. A crise climática continua a matar pessoas e a crise social também o irá fazer. Por isso temos de exigir respostas de emergência agora”. Acrescenta ainda, “vamos fazer isto com toda a segurança e todos os cuidados”

A plataforma garante que irão ser cumpridas as medidas de segurança recomendadas pela DGS, nomeadamente o uso de máscara obrigatório. Haverá também uma equipa de cuidados que estará responsável por distribuir álcool gel e garantir o distanciamento entre as pessoas.


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