Notícias ao Minuto: Manifestação em Lisboa com apelo ao Governo para “resgatar o futuro”

Cerca de 150 pessoas manifestaram-se hoje em Lisboa para “resgatar o futuro, não o lucro”, por considerarem “insuficientes” e “insensíveis” as respostas do Governo à crise pandémica da covid-19, inclusive na situação climática, na habitação e no trabalho.

“Decidimos convocar esta manifestação para reivindicar uma resposta à crise que lance as bases de um novo tipo de economia, uma economia que ponha as pessoas em primeiro lugar e não os lucros das empresas”, avançou à agência Lusa Daniel Carapau, um dos organizadores da ação de protesto e dirigente da Associação de Combate à Precariedade — Precários Inflexíveis.

“As respostas do Governo são, por enquanto, muito insuficientes, desde logo nos apoios sociais. O Governo diz que vai garantir que as pessoas têm rendimentos, pelo menos no limiar da pobreza, e isso não está ainda garantido que vá acontecer”, disse o dirigente da Associação de Combate à Precariedade — Precários Inflexíveis, manifestando preocupação que não haja restrições aos despedimentos e alertando que “o desemprego já está a subir muito rapidamente, sobretudo dos trabalhadores precários”.

Mesmo com o país em estado de calamidade devido à evolução da pandemia da covid-19, Daniel Carapau reforçou que “é preciso que as pessoas mostrem que é necessária uma resposta muito mais eficaz por parte do Governo, portanto a maneira mais eficaz de fazer isso é vir para a rua e mostrar o descontentamento”.

Entre as faixas erguidas durante o desfile pelas ruas de Lisboa podia ler-se “resgatar o futuro, acabar com a precariedade“, “estar aqui é um ato político”, “sobrevivência não é utopia”, “vossos lucros, nossos direitos”, “violência policial mata” e “resistência feminista”.

Nem o uso da máscara por todos os participantes fez silenciar o protesto, onde se ouviram frases de ordem: “novo normal, justiça social”, “o nosso abanão é a revolução”, “mudar o sistema, não o clima”, “alarme social, não vamos mais salvar o capital”, “porque esta crise é do patrão, queremos dinheiro para o clima e a habitação”.

Dos cerca de 150 participantes na manifestação, destacou-se a presença dos jovens, em particular na luta pela ação climática.


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